Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

12 Dicas para gerar pró-atividade dentro de seu estabelecimento.

Ultimamente, venho visualizando o comportamento das pessoas diante das reuniões. Dentre os variados tipos de comportamento, objetivei-me a entender somente os comportamentos nocivos a equipe e ao estabelecimento. Aquelas atitudes negativas que acontecem silenciosamente nos bastidores por meio de criticas, insatisfação, omissão entre outras que dificilmente chegarão ao conhecimento do líder responsável em primeira instância pelo progresso da empresa.

Na teoria, uma reunião tem como objetivo fornecer informações a um grupo de pessoas sobre um determinado assunto, possibilitando o diálogo entre os mesmos para que juntos possam estabelecer determinados direcionamentos. Mas, na prática, nem sempre é assim... A participação silenciosa e descomprometida de alguns membros do grupo desacelera o crescimento da empresa. É difícil acreditar que alguém possa se portar dessa forma sem ao menos uma GRANDE CAUSA que justifique tal posicionamento.

Sabendo que a GRANDE CAUSA para esse tipo de atitude é o resultado de um grupo fortemente embasado de causas bem pequeninas que vão se formando aos poucos nos bastidores, resolvi listar 12 dicas para eliminar, diminuir ou ao menos controlar o índice de aumento de causas bem pequeninas e gerar pró-atividade em sua equipe de profissionais.

  1. Ouça! Saber ouvir significa dizer que você realmente se importa com o que os outros têm a dizer e que seu tempo não está sendo perdido e sim aproveitado.

  2. Quando quiser saber sobre a evolução de alguma tarefa ou projeto em execução, não chame só o seu gerente de projetos e nem mesmo aquele seu melhor profissional que está no meio da equipe. Convoque todos! Se não for possível, chame ao menos dois. Isso garante que a informação seja transparente e condizente com a realidade dos acontecimentos (É uma ótima forma de descobrir os problemas da equipe). Com esse tipo de atitude, cria-se uma ambiente de equilíbrio e confiança em todos os profissionais e diminui a quantidade de informações de bastidores.

  3. Responsabilize todos! Isso evita a omissão dos membros do grupo frente a problemas que não estão dentro dos anseios da empresa.

  4. Mantenha as portas abertas para que todos possam sugerir ou criticar a qualquer momento. Seus funcionários também são seus clientes! Eles conhecem do processo e podem fornecer requisitos fundamentais para o crescimento da sua empresa.

  5. Diminua as perguntas sem foco! A menos que queira uma resposta sem foco. Perguntas do tipo “Como está indo nosso projeto?” Ou “Está dando tudo certo?” são formas eficazes para se perder tempo, credibilidade e aumentar a cultura do “Tudo certo, nada resolvido!” frente à equipe.

  6. Aumente o número de perguntas direcionadas! É uma boa forma de prover dever de fala igualitária a todos. Geralmente, depois que primeiro fala, os demais tendem a questionar ou divergir. É uma forma simples de instigar a comunicação.

  7. Não faça somente perguntas positivas que instigam respostas positivas ou superficiais, procure por pontos específicos que exijam detalhes e destreza na resposta! Uma resposta, desconexa pode trazer informações importantes sobre a que pé o projeto anda e como está o trabalho em equipe.

  8. Desperte a auto defesa das pessoas do grupo! Faça desafios sutis, de forma que se sintam desconfortáveis e na obrigação de responder ou se defender. (Não confunda isso com acusação!). Está dica, mantém o time condicionado e aquecido.

  9. Busque descobrir os problemas e os pingos nos IIII´s. Para isso, é necessário fazer a pergunta certa buscando por problemas que você desconhece. Se fizer a pergunta certa e com a pitada de desafio correta, a equipe vai se pronunciar imediatamente ou para revelar algo ou para dizer que está tudo certo.

  10. Não formalize demais as reuniões, pessoas com dificuldades para se comunicar tendem a se fechar mais.

  11. Não utilize a palavra "NÃO", esta palavra traz consigo negatividade suficiente para criar uma parede de impedimentos na comunicação entre duas ou mais pessoas. Em vez de "NÃO" utilize "Legal, mas talvez desta forma...". Resumindo, Não reprima!

  12. Se não encontrar a pró-atividade em todos, busque pela cooperação e trabalho em grupo, valorizando todas as opiniões sem tirar nem por.

É claro que o uso de algumas dessas dicas deve ser dosada. Não queremos criar um ambiente onde tudo é movido sobre pressão certo?

O comportamento e aderência de um membro da equipe em relação às decisões são moldados de acordo com a forma de tratamento e respeito que este recebe dentro da empresa. Portanto, é o líder quem constrói a pró-atividade dentro de seu estabelecimento. É seu dever fazer com que todos trabalhem assim como o som dos instrumentos musicais de uma orquestra. Em uníssono!

Com o conhecimento dos problemas e impedimentos que cercam a equipe, você conseguirá lidar melhor com as adversidades gerais e poderá resolvê-las antes mesmo de se tornarem algo efetivamente prejudicial à empresa como um todo.

Até a próxima! :P

Sábado, 16 de Agosto de 2008

O Quebrador de Janelas

Há algum tempo atrás, li um post no blog do Diogo Santos sobre a famosa experiência da janela quebrada a partir de uma analogia bem interessante com as equipes de TI.

“Um automóvel foi deixado em um bairro de classe alta na Califórnia. Na primeira semana, o carro não foi danificado. Os pesquisadores então quebraram uma das janelas. Poucas horas depois, o carro foi completamente destroçado e roubado por grupos vândalos.”

A partir da análise sobre o “Janela Quebrada” (JQ) e repercussão que esta gerou, percebi de acordo com a analogia em TI, o “Quebrador de Janelas” (QJ), alguém muito mais perigoso que pode trazer prejuízo em massa e que em quase 100% das vezes costuma ser também um JQ (Os pesquisadores são um bom exemplo de QJ, embora não aparentem ser janelas quebradas pelo fato de todo o acontecimento ser respaldado com os fins de pesquisa).

O QJ age pelas beiras! E sem que percebam ou até ele mesmo perceba, ganha ouvidos, e aos poucos desfaz tudo que foi construído com relação à união e desempenho da equipe. Suas maiores habilidades são as conclusões negativas sobre os assuntos abordados, comentários off-line (reclamação e fofoca desenfreada) e atitudes dignas de lobo solitário, sem qualquer visão do grupo.

Tudo bem! Mas isso é a mesma coisa que um JQ certo? NÃO! ERRADO! O JQ é um buraco na equipe enquanto que o QJ é um construtor de buracos! Alguém que pode destruir uma equipe com muito mais rapidez e eficácia. Um QJ nem sempre é um janela quebrada! Muitas vezes, essas habilidades de quebrador de janelas, são implícitas e sem que a pessoa perceba, aos poucos, esta acaba enfraquecendo os alicerces da equipe e convertendo o restante das janelas intactas em JQ's e até mesmo quebradores... [:(]

Mas como isso poderia acontecer? Simples, o próprio comportamento e cultura de uma pessoa pode dizer muito sobre qual a percentagem do índice "quebra de janelas" ela possui. É claro que todo mundo deve ter um pouquinho desse índice dentro de si, mas, isso deve ter limites! Quebradores de janela podem ser diagnosticados facilmente a partir de seu comportamento, por mais que este seja competente em seus afazeres, ainda assim é possível analisar sua postura, perante os membros da equipe.

Aqui vão algumas dicas para identificar um quebrador de janelas em potencial:

  • Se irritam com muita facilidade.
  • Costumam se defender a partir do ataque direto a outras pessoas, ou culpando algo que não possa se defender. Uma ferramenta por exemplo!
  • Costumam ter problemas para dialogar.
  • Gostam de mostrar o que fazem, mas não, como fazem!
  • Não conseguem acompanhar o positivismo da equipe!

O QJ é como uma exceção não lançada e tratada no momento certo! Quando maior conhecimento sobre as seqüência de ações do QJ você conhecer, maior serão chances de encontrar a solução quando o problema aparecer na flor d água. Você mesmo pode lançá-lo e também tratá-lo, caso consiga perceber as divergências que este gera e os fatores que estão causando o surto (problemas familiares, insatisfação, inveja, má fé e etc...).

Enfim, não gastem muito tempo tentando identificar o JQ! Geralmente o problema costuma estar mais em baixo. Procure o que ou quem está quebrando as janelas da sua equipe, talvez seja mais eficaz e menos danoso a todos. E não se esqueça de que os cientistas foram os principais responsáveis pela Janela quebrada.

Obs: Esse post foi um tanto intrusivo, visto que ainda estou em débito com a segunda parte do arttigo : As melhores soluções atendem necessidades, não padrões. Não pude deixar de posta-lo, já que as idéias e inspirações vêm e vão assim como o Robbin nos filmes do Batman.

Terça-feira, 22 de Julho de 2008

As melhores solucões atendem necessidades, não padrões!

Em tempo de refactoring, muita coisa se transforma, o que não era legal se torna inovador e o que era considerado problema transforma-se em solução e dependendo do seu rendimento, um padrão dentro da empresa. Más, como nem tudo é completamente bom e tudo que é bom necessita do respaldo de uma base ou senso comum. É previsível supor que antes de uma boa solução aplicada, exista sempre um tempo de discussão não aplicado! Uma solução não aplicada seria o mesmo que propor algo que você acredita que funcionaria (Padrão), enquanto que uma solução aplicada é o mesmo que "ver para crer".

Parece meio confuso, mas o que eu quero realmente mostrar é que muitas vezes perde-se muito tempo pensando em padrões em vez de soluções rápidas, principalmente quando se trabalha em uma equipe que possui pessoas com conceitos e prioridades diferentes. Conceitos e prioridades diferentes tendem a tirar o foco de uma discussão sobre qual a melhor solução adotar!

Muitos conflitos nascem diante de um debate sobre qual a melhor arquitetura, por exemplo! Porém, poucos conseguem levantar, o que realmente é importante para que a arquitetura atenda as necessidades (N), seja viável (V) e pouco complexa (C)! São as três palavrinhas que costumo utilizar para conter o retrocesso toda vez que vejo alguém tentando, contaminar a simplicidade do dia a dia com um caminhão de soluções inúteis para o contexto do problema! È claro que é interessante se preparar para a mudança! Desde que se preparar não tenha como embasamento uma neurose compulsiva em cima de padrões, em especial o MVC. Uns dos padrões mais problemáticos que existe e que vou utilizar como exemplo para diagnosticar o que é mais importante a partir do principio do NVC na segunda parte deste post!

O problema do padrão MVC, não está na solução que ele oferece e sim na variedade de visões que ele proporciona, ou por má interpretação, ou porque alguém quer tachar sua arquitetura como MVC de qualquer forma, disseminando mais um filho anônimo do padrão e complicando ainda mais o entendimento da solução que o padrão deveria proporcionar. E antes que eu mude de assunto, o MVC deve ser uma solução, e não um motivo para que a equipe fique protelando em cima de detalhes da interpretação de cada membro. Isso é uma espécie de paralisia conceitual, que fica presa a compreensão de teorias e não de prática. Com certeza, um grande mal.

Analisando esta sucessiva distorção, e até mesmo a vivenciando, constitui a "pirâmide das necessidades do software"(NVC). Uma pirâmide que possui três partições e que tem me ajudado muito a tomar as melhores decisões, mesmo às vezes estando sozinho (Eu X eu mesmo)!

A base é composta pelo fator necessidade, o meio, pelo fator viabilidade e o topo, pelo fator complexidade. Dessa forma, é possível definir ao mesmo tempo, qual a melhor e mais importante decisão a ser tomada a respeito do software. Seja essa decisão arquitetural, conceitual, comercial e etc...

Por questão de modismo capitular e da extensão atual do post, resolvi dividi-lo em duas partes, sendo esta a parte introdutória e o próximo post a parte da contextualização da solução que montei para descobrir o que é mais importante. Baseado nisso, vou abordar três problemas de contextos diferentes e contextualizá-los um a um, em busca da melhor solução.

Fico por aqui.... Na próxima semana, devo estar postando a segunda parte.